Nascido em Imperatriz, Chico Nô iniciou seus estudos musicais na Escola de Música Lilah Lisboa (EMEM) e depois partiu para o Rio de Janeiro, onde tocou na noite da Vila Isabel, reduto boêmio de nomes como Martinho da Vila e Noel Rosa, influência confessa do maranhense.

Em São Luís, Chico Nô passeia por diversas vertentes musicais, integrando grupos como o Cacuriá de Dona Teté (que acompanha há oito anos), o Trio Tom (onde seu violão soma-se à flauta de Zezé Alves e à percussão de Lazico), o grupo genuinamente nordestino Xaxados e Perdidos (cujo repertório é composto basicamente de forrós, xotes e baiões), além de uma carreira solo, onde destacam-se shows como o “Samba com Mandinga” (cujo repertório faz releituras de sambistas anônimos e consagrados, além de apresentar musicas autorais) e o “Sambumbaião” (onde mescla, como o nome indica, samba, bumba-meu-boi e baião).

Merece destaque ainda, sua atividade como compositor de trilhas sonoras para espetáculos teatrais e cinema, sua profunda ligação com os movimentos sociais (notadamente o MST), além de sua participação no projeto Tonico e Outros Bambas, idealizado pela produtora Vanessa Serra, que movimentou a cena choro de São Luís no começo dos anos 2000; sua participação deu-se em homenagem ao já citado Noel Rosa, ocasião em que Chico Nô vestiu-se a caráter, para um tributo ao carioca.

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